• Georgina Morelli Matos

Confira a matéria do DC sobre o fenômeno das Lives na internet


Esse domingo, 19/04 saiu um matéria no Jornal Diário Catarinense, feita pela jornalista Carolina Marasco, em que tive a honra de participar com minha opinião junto a outros profissionais da área.

A matéria virtual é disponibilizada somente para assinantes, portanto seguem fotos do jornal impresso:







Abaixo você pode conferir as perguntas e respostas feitas pela jornalista Carolina Marasco para mim:


Teria alguma motivo que acreditas para ter tanto sucesso entre as marcas de sertanejos e o engajamento do público?

Esse é um momento delicado para todos. Buscamos por conexão emocional e afetiva nesse momento. Além da música nos remeter a momentos de alegria que vivemos, umas espécie de nostalgia, ela torna a nossa vida mais leve nesse isolamento. Assistir a uma Live de um famoso e compartilhar com os amigos e familiares, nos passa sensação de pertencimento, pertencimento a um coletivo comum. A Live é um recurso que gera enorme engajamento e possibilidade de interação entre público e artista. Além disso, é possível mensurar a audiência em tempo real, se conectar de forma íntima e chegar onde seu público está (redes sociais).

Chegastes a acompanhar alguma? Tenho acompanhado principalmente as de conteúdo mais técnico, voltado ao empreendedor e a superação da crise. Além de eu mesma ter feito algumas. É incrível a variedade de conteúdos gratuitos, seja para nosso trabalho ou mesmo para o entretenimento. Acompanhei também algumas de festival de música organizadas por gravadoras. Enquanto faz um jantar ou alguma atividade em casa, estamos ligados de maneira mais íntima coma artistas que admiramos, que estão também num ambiente mais íntimo e agindo de forma mais espontânea. Proporciona conforto e leveza pra todos!

As lives que associam marcas aos músicos são uma boa associação? É uma excelente estratégia de monetização para os músicos que estão com a agenda parada nesse momento, como também para as marcas se fazerem presentes na mente das pessoas. Ainda mais que certos artistas tem uma audiência fantástica, com público-alvo bem heterogêneo em faixa etária, gênero, distribuição geográfica, etc. O cuidado da marca deve ser em se associar à artistas com um perfil aderente com a empresa e produtos, pois isso afeta o posicionamento do empreendimento na mente do consumidor. De que forma essas lives podem ajudar no mkt da banda ou artista? Achas que esses shows pelas redes sociais podem até ser mais frequentes, após a quarentena, para promover os artistas? O mundo não será mais o mesmo depois do Coronavírus. O comportamento do consumidor, independente do segmento, vai mudar. Não só por obrigação, mas por conveniência. No mundo da música isso se dará da mesma forma. Veja por exemplo a conhecidíssima Beyoncé. A cantora lança materiais exclusivos na plataforma digital de música do marido Jay-Z, o Tidal. Isso muito antes do coronavírus. Artistas já entenderam que o conteúdo áudio visual tem o poder de pulverizar muito mais a sua marca e seu produto, possibilitando diversificar os canais de distribuição, aumentando a gama de produtos para faturamento. Aqueles que se reinventarem e se adaptarem à esse novo momento de forma mais ágil, transformando seu produto para consumo digital, garantirão sobrevivência e maior penetração nesse novo mercado.


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